terça-feira, 17 de outubro de 2017

Na tua vida mandas tu. Não podes fazer tudo. Mas podes fazer o que te faz feliz. Os outros, ou aceitam ou ficam a olhar… para a tua brilhante carreira!

A sociedade ou é muito boazinha connosco ou é uma madrasta muito filha da puta. Se fazemos o que querem somos os maiores, se não fazemos dizem cobras e lagartos de nós. Em tempos fui um herói. Enfrentei o que mais ninguém conseguia. Como mantive sempre as mesmas convicções, é mais que evidente que um dia tive de criticar os que me apoiavam só porque se venderam por uns tremoços, passei a ser o pior dos piores.
Sabem qual foi a minha resposta? Deixei de lhes passar bilhete. Já tinha amigos em todo o lado, aqueles já não passavam de oportunistas que se queriam aproveitar de uns artigos de jornal que eu escrevia para se promoverem.
Fui estudar mais. Em Coimbra, vejam só…
Hoje, mesmo hoje, só está comigo quem sempre aceitou a crítica, Os outros continuam a falar de mim, e muito mal… mas eu estou-me bem a foder para tudo. Sabem porquê?
Porque só preciso de umas árvores ou o mar para ser feliz. Claro, se possível com uma bela sandocha de queijo e presunto…


Se te criticam. Segue em frente. Lê um livro. Tira outro curso. Eles só sabem criticar. E tu só sabes viver…

Até amanhã!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tudo nu.

E foi assim desde o tempo da criação. Os corpos respeitavam-se como se estivessem vestidos. É assim que ainda hoje acontece com os amantes. Os embelezamentos humanos são insignificantes nas imagens que cada um tem do outro. Quem ama, ama de qualquer jeito.
Repara. Gosta mais ou menos dos adereços, mas ama para lá do visível. É, outra vez, assim! E será outra e depois outra até que a chama se extinga, porque só vive se constantemente for alimentada.
O tempo voa depressa demais, as relações são difíceis só porque queremos voar como o vento. Não sabemos. Não somos rápidos para acompanhar o melhor dos momentos, o silêncio. E lá que está a razão e por sua vez se mistura com a emoção. No silêncio.
Os corpos amam-se no silêncio do beijo. No aconchego do abraço. Em cada auscultação da respiração do outro. Em cada penetração mais ou menos suave, mas sempre com o ritmo da paixão.
Estavam nus. Sentados à beira mar. As mãos entrelaçadas deslizavam suavemente, aproveitados do creme protetor que momentos antes fora cariciosamente espalhado em cada um dos amantes, embalados pela melodia das ondas.
Ao longe cada um via o rosto do outro. Murmuraram em surdina.

Ao mundo falta tão só isto. Estar nu. Como naquele dia em que a criatura conheceu o seu semelhante. E o amou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O anfiteatro estava cheio

O anfiteatro estava cheio, mas eu sentia-me vazia. Os meus pensamentos estavam longe. Não pertencia mais àquele lugar. Decidi sair dali. Levantei-me e encaminhei-me para a porta. Dois olhos cor de mar me pararam. Gelei.
C.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Corredor

Estava ali. Perto da sala de aula. Era diferente. Não sei. Perturbava-me o olhar negro. Forte. O anfiteatro estava cheio. Era daquelas aulas frequentadas por todos os cursos. O meu pensamento voava. Não estava lá…
Q.